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ENGENHARIA
GEOGRÁFICA
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Ao longo dos tempos a profissão de Engenheiro Geógrafo tem-se apresentado sempre
como uma profissão aliciante e cheia de desafios. No início foram as missões de
geodesia e cartografia do ultramar (Angola, Moçambique, Timor, Cabo Verde,
Guiné) e do território nacional (continental e ilhas). Actualmente, é o
alargamento da nossa actividade a outros ramos de actividade que requer a
utilização de informação geo-referenciada devido à influência das novas
tecnologias e às diferentes necessidades do mundo moderno. A permanente
actualização das novas tecnologias obriga a que o Engenheiro Geógrafo tenha que
lidar com o que de mais recente existe. Ao Engenheiro Geógrafo, cada
vez mais, se apresenta um maior número de
, quer pelo
alargamento da sua actividade, quer pela constante necessidade de actualização
da informação geo-referenciada. Consequentemente, mais de 95% dos licenciados
em Engenharia Geográfica pela Universidade de Lisboa encontram-se a trabalhar na
área.
A
licenciatura em
foi criada em Lisboa no
ano de 1921 e,
desde essa data, tem sido responsável pela formação da quase totalidade
dos Engenheiros Geógrafos do nosso país.
É um ramo da engenharia que tem por
objectivo principal formar técnicos de nível superior, aptos a
desempenhar tarefas relacionadas com a aquisição e manipulação de
informação geo-referenciada, em particular ao nível de técnicas de
referenciação espacial e de representação cartográfica.
Mais de 90% do tecido empresarial
está sediado no distrito de Lisboa, o que coloca o curso de Engenharia
Geográfica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa numa
posição privilegiada em relação aos demais cursos da área. Esta maior
proximidade tem sido um factor importante na sua projecção relativamente ao
mercado de emprego e no estreito relacionamento com as empresas e instituições
do ramo.
O Curso de Engenharia Geográfica da FCUL foi recentemente re-organizado em dois ciclos de
preparação: um
, com uma duração de 3 anos (6 semestres) e um
com uma duração de 2 anos (4 semestres). O bom aproveitamento
dos planos de estudos de ambos os ciclos confere o grau de Licenciado em
Engenharia Geográfica. Os actuais planos de estudos fazem deste curso um
dos cursos de engenharia acreditados pela
, pelas
boas condições que proporciona aos alunos
aos níveis da qualificação do corpo docente, conteúdos das
disciplinas e uso de tecnologias emergentes.
O
formado sob o programa desta licenciatura estará apto a desenvolver
trabalho,
e
forma directa ou indirecta, em áreas como:
-
Produção
Cartográfica
-
Cadastro
e Ordenamento
-
Tecnologias
da Informação Geográfica
-
Projecto
de Sistemas de Informação
-
Tecnologias
Aero-Espaciais
-
Sistemas
de Informação Geográfica
-
Detecção
Remota
-
Fotogrametria
-
Processamento
digital de imagem
-
Topografia
-
Geodesia
-
Hidrografia
-
Astronomia
-
Geodinâmica
-
Navegação
e Controlo de Tráfego
-
Apoio
à construção de grandes obras de Engenharia (pontes, barragens,
auto-estradas e linhas férreas)
-
Apoio
à gestão de recursos e ordenamento do território (Agricultura, Geologia,
Florestas e Ambiente)
-
Controlo
de deformação de obras
-
Apoio
à engenharia industrial e mineira
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EMPREGO
NO SECTOR PÚBLICO |
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O
sector público foi ao longo do passado o sector que mais emprego criou
aos Engenheiros Geógrafos, situação essa que tendencialmente tem
vindo a alterar-se, libertando mais emprego para o sector privado. Isto
deve-se ao facto dessas instituições reduzirem o seu papel na
produção e aumentarem mais na regulação e normalização da
informação geo-referencida. Neste sector destacam-se as instituições
cuja missão está directamente ligada à produção, gestão e
regulamentação de informação geo-referenciada, e por isso são as
instituições que mais Engenheiros Geógrafos empregam. Destacam-se o
, o
, o
e os centros de Geodesia e de Cartografia do
.
Cota
de Mercado de Emprego (estimativa): 30-40%
Para
além destas instituições específicas, existem outras instituições
públicas que, pelo facto de a sua actividade lidar directamente com
informação geo-referenciada, empregam Engenheiros Geógrafos. Destas
destacam-se o
, o
, o
,
as Câmaras Municipais e as
.
Cota
de Mercado de Emprego (estimativa)< 10%
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EMPREGO
NO SECTOR PRIVADO |
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EMPRESAS
DE CARTOGRAFIA
A
produção de cartografia está cada vez mais canalizada para as
empresas privadas de cartografia. As necessidades da permanente
actualização da informação geo-referenciada para as mais
diversas actividades de gestão e planeamento territorial
conduzem a um mercado inesgotável. Em Portugal existem cerca de
10 pequenas empresas (11 a 100 empregados) e mais de 30
micro-empresas (até 10 empregados). É um mercado pequeno mas
muito dinâmico, porque a quase totalidade da produção
cartográfica é de origem nacional, estando já iniciada a
internacionalização de algumas destas empresas.
Cota
de Mercado de Emprego (estimativa): 20-30%
EMPRESAS
NACIONAIS E INTERNACIONAIS
São
as pequenas, médias e grandes empresas de diferentes sectores
(energia, comunicação, projectos, vias de comunicação,
transportes, etc.) que lidam directamente na sua actividade com
a manipulação e análise de informação geo-referenciada.
Neste sector incluímos também as empresas fornecedoras de
equipamento e tecnologias específicas para a aquisição e
gestão de informação geo-referenciada, que abrangem desde o
fornecedor de equipamentos topográficos ao fornecedor de
software SIG. A nível internacional existe já alguma oferta de
emprego, nomeadamente a nível europeu; pedidos que chegam até
nós através da Federação Internacional de Geomática (FIG) e
de outras associações de que fazemos parte.
Cota
de Mercado de Emprego (estimativa): <10%
EMPRESAS
DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO
É
um sector de mercado de emprego específico que tende a
aumentar, dada a relevância que as tecnologias de informação
adquiriram nas sociedades modernas. O desenvolvimento de
aplicações específicas, a manipulação e gestão da
informação geo-referenciada de acordo com a conveniência do
utilizador, a generalização do uso da internet como meio de
aquisição e difusão interactivas de informação, o constante
desenvolvimento de sensores de aquisição de informação
(laser, câmaras digitais, etc.) e o desenvolvimento das
comunicações móveis que permitem a aquisição e
transferência de dados em tempo real, são factores de
modernização e de desenvolvimento que criam um mercado de
trabalho dinâmico, específico e aliciante.
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É um sector de emprego com cota
significativa e que tem tido uma tendência de aumento ao nível do ensino
específico (nível médio, superior e pós-graduação). A investigação, até
algum tempo atrás, cingia-se às disciplinas clássicas de Geodesia,
Cartografia e Fotogrametria. Actualmente, alarga-se à Teledetecção, à
Geodesia Espacial e aos Sistemas de Informação Geográfica, e às suas
aplicações a diferentes ramos. O ensino politécnico e universitário, para
além dos cursos específicos de Engenharia Geográfica e Engenharia
Topográfica, exigem especialistas para as disciplinas específicas
(Cartografia, Topografia, SIG e Teledetecção) de muitos outros cursos de
ensino médio, superior e pós-graduação.
Cota de
Mercado de Emprego (estimativa):
10-20%
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