Última actualização: 07/09/10

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OPORTUNIDADES DE TRABALHO

 

Ao longo dos tempos a profissão de Engenheiro Geógrafo tem-se apresentado sempre como uma profissão aliciante e cheia de desafios. No início foram as missões de geodesia e cartografia do ultramar (Angola, Moçambique, Timor, Cabo Verde, Guiné) e do território nacional (continental e ilhas). Actualmente, é o alargamento da nossa actividade a outros ramos de actividade que requer a utilização de informação geo-referenciada devido à influência das novas tecnologias e às diferentes necessidades do mundo moderno. A permanente actualização das novas tecnologias obriga a que o Engenheiro Geógrafo tenha que lidar com o que de mais recente existe. Ao Engenheiro Geógrafo, cada vez mais, se apresenta um maior número de oportunidades de trabalho, quer pelo alargamento da sua actividade, quer pela constante necessidade de actualização da informação geo-referenciada. Consequentemente, mais de 95% dos licenciados em Engenharia Geográfica pela Universidade de Lisboa encontram-se a trabalhar na área.

 

A licenciatura em Engenharia Geográfica foi criada em Lisboa no ano de 1921 e, desde essa data, tem sido responsável pela formação da quase totalidade dos Engenheiros Geógrafos do nosso país. É um ramo da engenharia que tem por objectivo principal formar técnicos de nível superior, aptos a desempenhar tarefas relacionadas com a aquisição e manipulação de informação geo-referenciada, em particular ao nível de técnicas de referenciação espacial e de representação cartográfica. Mais de 90% do tecido empresarial está sediado no distrito de Lisboa, o que coloca o curso de Engenharia Geográfica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa numa posição privilegiada em relação aos demais cursos da área. Esta maior proximidade tem sido um factor importante na sua projecção relativamente ao mercado de emprego e no estreito relacionamento com as empresas e instituições do ramo.

 

O Curso de Engenharia Geográfica da FCUL foi recentemente re-organizado em dois ciclos de preparação: um 1º Ciclo, com uma duração de 3 anos (6 semestres) e um 2º Ciclo com uma duração de 2 anos (4 semestres). O bom aproveitamento dos planos de estudos de ambos os ciclos confere o grau de Licenciado em Engenharia Geográfica. Os actuais planos de estudos fazem deste curso um dos cursos de engenharia acreditados pela Ordem dos Engenheiros, pelas boas condições que proporciona aos alunos aos níveis da qualificação do corpo docente, conteúdos das disciplinas e uso de tecnologias emergentes.

 

O Engenheiro Geógrafo formado sob o programa desta licenciatura estará apto a desenvolver trabalho, e forma directa ou indirecta, em áreas como:

  • Produção Cartográfica

  • Cadastro e Ordenamento

  • Tecnologias da Informação Geográfica

  • Projecto de Sistemas de Informação

  • Tecnologias Aero-Espaciais

  • Sistemas de Informação Geográfica

  • Detecção Remota

  • Fotogrametria

  • Processamento digital de imagem

  • Topografia

  • Geodesia

  • Hidrografia

  • Astronomia

  • Geodinâmica

  • Navegação e Controlo de Tráfego

  • Apoio à construção de grandes obras de Engenharia (pontes, barragens, auto-estradas e linhas férreas)

  • Apoio à gestão de recursos e ordenamento do território (Agricultura, Geologia, Florestas e Ambiente)

  • Controlo de deformação de obras

  • Apoio à engenharia industrial e mineira

EMPREGO NO SECTOR PÚBLICO

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O sector público foi ao longo do passado o sector que mais emprego criou aos Engenheiros Geógrafos, situação essa que tendencialmente tem vindo a alterar-se, libertando mais emprego para o sector privado. Isto deve-se ao facto dessas instituições reduzirem o seu papel na produção e aumentarem mais na regulação e normalização da informação geo-referencida. Neste sector destacam-se as instituições cuja missão está directamente ligada à produção, gestão e regulamentação de informação geo-referenciada, e por isso são as instituições que mais Engenheiros Geógrafos empregam. Destacam-se o Instituto Geográfico Português (IGP), o Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), o Instituto Hidrográfico (IH) e os centros de Geodesia e de Cartografia do Instituto de Investigação Científica e Tropical (IICT).

Cota de Mercado de Emprego (estimativa): 30-40%

Para além destas instituições específicas, existem outras instituições públicas que, pelo facto de a sua actividade lidar directamente com informação geo-referenciada, empregam Engenheiros Geógrafos. Destas destacam-se o Instituto Nacional da Água (INAG), o Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola (INGA), o Instituto Geológico e Mineiro (IGM), as Câmaras Municipais e as Comissões de Coordenação Regional (CCRs).

Cota de Mercado de Emprego (estimativa)< 10%

 

EMPREGO NO SECTOR PRIVADO

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EMPRESAS DE CARTOGRAFIA

A produção de cartografia está cada vez mais canalizada para as empresas privadas de cartografia. As necessidades da permanente actualização da informação geo-referenciada para as mais diversas actividades de gestão e planeamento territorial conduzem a um mercado inesgotável. Em Portugal existem cerca de 10 pequenas empresas (11 a 100 empregados) e mais de 30 micro-empresas (até 10 empregados). É um mercado pequeno mas muito dinâmico, porque a quase totalidade da produção cartográfica é de origem nacional, estando já iniciada a internacionalização de algumas destas empresas.

Cota de Mercado de Emprego (estimativa): 20-30%

EMPRESAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

São as pequenas, médias e grandes empresas de diferentes sectores (energia, comunicação, projectos, vias de comunicação, transportes, etc.) que lidam directamente na sua actividade com a manipulação e análise de informação geo-referenciada. Neste sector incluímos também as empresas fornecedoras de equipamento e tecnologias específicas para a aquisição e gestão de informação geo-referenciada, que abrangem desde o fornecedor de equipamentos topográficos ao fornecedor de software SIG. A nível internacional existe já alguma oferta de emprego, nomeadamente a nível europeu; pedidos que chegam até nós através da Federação Internacional de Geomática (FIG) e de outras associações de que fazemos parte.

Cota de Mercado de Emprego (estimativa): <10%

EMPRESAS DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

É um sector de mercado de emprego específico que tende a aumentar, dada a relevância que as tecnologias de informação adquiriram nas sociedades modernas. O desenvolvimento de aplicações específicas, a manipulação e gestão da informação geo-referenciada de acordo com a conveniência do utilizador, a generalização do uso da internet como meio de aquisição e difusão interactivas de informação, o constante desenvolvimento de sensores de aquisição de informação (laser, câmaras digitais, etc.) e o desenvolvimento das comunicações móveis que permitem a aquisição e transferência de dados em tempo real, são factores de modernização e de desenvolvimento que criam um mercado de trabalho dinâmico, específico e aliciante.

 

INVESTIGAÇÃO

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É um sector de emprego com cota significativa e que tem tido uma tendência de aumento ao nível do ensino específico (nível médio, superior e pós-graduação). A investigação, até algum tempo atrás, cingia-se às disciplinas clássicas de Geodesia, Cartografia e Fotogrametria. Actualmente, alarga-se à Teledetecção, à Geodesia Espacial e aos Sistemas de Informação Geográfica, e às suas aplicações a diferentes ramos. O ensino politécnico e universitário, para além dos cursos específicos de Engenharia Geográfica e Engenharia Topográfica, exigem especialistas para as disciplinas específicas (Cartografia, Topografia, SIG e Teledetecção) de muitos outros cursos de ensino médio, superior e pós-graduação.

Cota de Mercado de Emprego (estimativa): 10-20%